A idéia de reduzir a influência do dólar nas negociações internacionais indica que o mundo já não quer o poder econômico concentrado nas mãos de uma só nação, como acontece com os Estados Unidos. Essa é a análise que o economista do Insper, Instituto de Ensino e Pesquisa, e colunista da BandNews FM, Marcelo Moura, faz da reunião do BRIC, bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia e China.
Apesar de considerar a proposta interessante, Marcelo Moura afirma que dificilmente ela seria aplicada em um curto prazo. A reunião do grupo que reúne as quadro grandes economias emergentes do mundo é mais um passo do Brasil rumo à liderança dos países da América Latina.
A opinião é da professora de Economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, Maria Lúcia Pádua Lima. Ela diz que o protagonismo do Brasil cresceu com a montagem do G20 para tratar de comércio internacional.
Segundo a professora de Economia da FGV, o grupo que representou uma surpresa para os Estados Unidos e a União Européia deu destaque ao país. Isso porque, o Brasil tem levado propostas que, mesmo contrárias aos interesses das nações desenvolvidas, são bastante construtivas. Entre os países do BRIC, o Brasil é o que tem o menor poderio militar, mas a professora da FGV, Maria Lúcia Pádua Lima, não acredita que isso atrapalhe o posicionamento no grupo.